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Sem Sentido

Um blogue sem sentido... de humor!

23
Jan21

Vão votar...

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Nas próximas eleições, votar não é apenas um ato de cidadania. É muito mais do que isso. É um ato de coragem e sensatez. E é exatamente isto que me preocupa: que as pessoas mais sensatas tenham medo de ir votar por causa da COVID-19 e as mais insensatas, aquelas que não têm medo de nada, saiam todas de casa para ir votar em alguém que quer destruir aquilo que outros conquistaram com muito custo, nomeadamente alguns direitos fundamentais consagrados na Constituição da República Portuguesa. E é por isso que eu vos digo: VÃO VOTAR!

 

Numa altura em que estamos todos obrigados a ficar confinados em casa – e no supermercado – durante a maior parte do nosso tempo livre, eis que amanhã vamos todos poder sair à rua livremente sem corrermos o risco de sermos multados. E porquê? Porque amanhã é dia de eleições e todos vamos poder sair à rua, mesmo que não se vá votar. Para isso, só tem de dizer duas palavinhas sempre que for abordado por um agente de autoridade: «vou votar». E pronto, vai à sua vidinha, que ninguém o vai chatear mais. Para uns, esta é uma excelente notícia, porque já não vão precisar de fazer o ridículo de andar na rua com uma trela sem cão – ou de gastar dinheiro para alugar um cão – para furarem as regras do novo confinamento. Para outros é uma péssima notícia porque querem muito ir votar, mas têm medo de ser infetados com a COVID-19 nas filas intermináveis – sem distanciamento, muito provavelmente – que se deverão verificar na ida até às urnas. Não, não me refiro à urnas funerárias. A essas, nem todos podem ir. Só alguns, nomeadamente os familiares mais próximos. Refiro-me às urnas eleitoriais, aquelas que servem para nós elegermos de forma livre e democrática aquele(s) que muito facilmente podem dar cabo da nossa democracia e da nossa liberdade. Basta quererem. Eu sei que alguns já votaram, através do voto antecipado, mas a verdade é que português que é português deixa tudo para a última da hora. E é por isso que eu acho que a ida às urnas eleitorais tem tudo para correr mal e se transformar num verdadeiro campo de batalha quando o ponteiro do relógio estiver próximo das 19 horas e as pessoas que estão atrás na fila começarem a empurrar os da frente para conseguirem entrar na sala de voto e votar. Ou então não. Não vai haver filas e vamos ter uma abstenção recorde. E este é o grande problema: elegermos um presidente da República com apenas 10, 15 ou 20 por cento do total de eleitores. 

 

Há quem ache que este Governo nada fez para tentar combater uma eventual abstenção recorde nestas eleições presidenciais, mas a verdade é que este Governo fez muita coisa, mais até do que devia: fez com que muitos idosos votassem quando, sem a sua intervenção, nunca teriam votado. Numa altura em que os idosos que vivem em lares não podem receber visitas de ninguém, nem mesmo dos familiares na hora da morte, o Governo decidiu abrir uma exceção e deixá-los receberem a visita de pessoas estranhas que lhes levam uma urna e um boletim de voto. Eu sei que, para muitos, a criação do voto eletrónico seria uma medida muito mais eficaz – E SEGURA –, mas a verdade é que vivemos num país envelhecido com idosos que não dominam as novas tecnologias. Portanto, palmas para o Governo. Já agora, só uma perguntinha: Se correr mal e começarem a surgir surtos de infeção por COVID-19 nos lares de idosos por causa desta exceção, o Governo abre uma exceção e paga a totalidade dos custos com o funeral dos idosos que falecerem ou as regras continuarão a ser as mesmas e os familiares é que terão de pagar a totalidade – ou parte – destes mesmos custos? Eu sei que isto não vai acontecer, mas só gostava de saber se o Governo se lembrou disto e pensou bem naquilo que está em cima de mesa. Com a impossibilidade de alteramos o que quer que seja e/ou de adiarmos as eleições presidenciais de amanhã, resta-nos uma opção: ir votar. Sim, ir votar. Mais do que nunca, acho mesmo importante ir votar nas eleições de amanhã. E já vos explico porquê. Para já, deixo aqui alguns conselhos e dicas que devem ter em atenção antes de sairem de casa para ir votar.

 

1.º Levar máscara

 

Como já devem saber, levar a máscara na cara, acima do nariz e abaixo do queixo, não é um conselho. É uma regra. Uma obrigação. Aqui, o meu conselho é que nunca as retirem da cara, nem mesmo que, na mesa de voto, vos peçam para a retirar máscara porque precisam de fazer o reconhecimento facial. Eu não sei se o Governo pensou nisto, mas, caso não tenha pensado, podem ter aqui uma oportunidade de negócio: levarem os Cartões de Cidadão dos vossos familiares, amigos e até mesmo de desconhecidos e cobrarem uma taxa de participação nas eleições a cada um deles. A parte chata é que, sempre que votarem por um, têm de sair e voltar para o último lugar da fila, mas nada que a tentativa de dar um espirro sem máscara – e basta a tentativa – não resolva. Se, porventura, tiverem algum detetor de íris à entrada, só vejo uma alternativa: arrancar os olhos a todos aqueles que vos pediram para votarem por eles.   

 

2.º Levar uma caneta

 

Para além da regra da máscara, há uma regra que têm de cumprir nestas eleições presidenciais, sob pena de não conseguirem votar: levar uma caneta. Porquê? Porque parece que não haverá canetas nas mesas de voto. Caso seja muito esquecido e ache que se vai esquecer de levar uma caneta, faça o seguinte: pinte já uma cruz num dos seus dedos. Se se esquecer da caneta, só tem de humedecer o dedo e carimbar no quadrado que pretende. Para quem está a pensar em não ir votar porque acha que não ganha nada com estas eleições, aqui segue uma oportunidade única de negócio: levar um saco com canetas e vendê-las à porta das urnas. Se não quiserem seguir nenhum risco, então levem apenas uma caneta e faça aquilo que eu sugeri antes: fazer uma cruz no dedo de todos aqueles que não tiverem caneta!

 

3.º Não colocar uma cruz na primeira opção

 

Para os mais distraídos, que nem sequer sabem quem são os candidatos, há uma informação importante que não pode ser ignorada: não colocar uma cruz na primeira opção. Porquê? Porque, no boletim de voto, o primeiro "candidato" que não é candidato à presidência da República. Não é nem nunca foi. Quando muito, foi candidato a candidato, mas como não entregou as 7.500 assinaturas exigidas por lei, não chegou a ser candidato. Quantas assinaturas é que ele entregou? Onze. Das onze, apenas seis foram entregues de acordo com as regras previstas para este tipo de procedimento, sendo que nem o número completo do seu cartão de cidadão ele entregou no Tribunal Constitucional. E porque é que o nome deste "emplastro" consta no boletim de voto? Porque o sorteio já havia sido feito parece que o Ministério da Administração Interna (MAI) mandou imprimir os boletins quando o Tribunal Constitucional ainda verificava legalidade das candidaturas. E qual é o nome deste "emplastro"? Eduardo Nelson da Costa Baptista, um tenente-coronel residente num quartel da NATO, na Holanda. Ou seja, alguém que não está habituado a fumar erva, mas que a deve ter fumado antes de ter pensado se candidatar à presidência da República. E em que ligar é que ele está no boletim de voto? Em primeiro. Normalmente, os "emplastros" ficam atrás, escondidos, mas este teve a sorte de ter ficado em primeiro no sorteio realizado no Tribunal Constitucional. Com tanta sorte, ainda vai ganhar votos, mas todos os que ganhar vão ser considerados todos nulos. E é por isso que não devem votar neste "candidato". Há um outro em quem também não deveriam colocar uma cruz, mas como hoje é dia de reflexão, vou-vos deixar refletir...

 

Nas próximas eleições, votar não é apenas um ato de cidadania. É muito mais do que isso. É um ato de coragem e sensatez. E é exatamente isto que me preocupa: que as pessoas mais sensatas tenham medo de ir votar por causa da COVID-19 e as mais insensatas, aquelas que não têm medo de nada, saiam todas de casa para ir votar em alguém que quer destruir aquilo que outros conquistaram a muito custo, nomeadamente alguns direitos fundamentais consagrados na Constituição da República Portuguesa. E é por isso que eu vos digo: VÃO VOTAR!

 

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