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Sem Sentido

Um blogue sem sentido... de humor!

24
Mar19

UMa Corrida pela Vida... – Parte 2/2

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Hoje, de manhã, participei pela primeira vez numa prova de corrida. De acordo com a classificação geral masculina, fiquei em 86.º lugar, num total de 116 participantes, mas a verdade é que, se eu tivesse mudado de sexo antes da prova, teria ficado em 18.º lugar, na classificação geral feminina, num total de 58 participantes. Enfim, não consegui um lugar no pódio, mas consegui alcançar o meu grande objetivo: terminar a prova em menos de trinta minutos. Vinte e sete minutos e dois segundos foi o tempo que eu levei a fazer um percurso com pouco mais de cinco quilómetros. Objetivo alcançado, mas expetativas defraudadas: à chegada à meta, nem uma rulote com hambúrgueres e/ou farturas. Nunca mais participo em provas de corrida...

 

Conforme já havia sido adiantado na publicação anterior, hoje, de manhã, participei participei pela primeira vez numa prova de corrida, com um dorsal e um chip. A corrida teve início às nove horas e trinta minutos da manhã, mas às nove horas e quinze minutos ainda estava eu numa fila para proceder ao levantamento do dorsal e do chip de corrida. E tudo começou com um elogio ao meu físico imponente:

 

– Você é federado, não é?! 

 

– Não, não sou. 

 

– Nesse caso, está na fila errada. Tem de passar para aquela fila.

 

[Sim, não se tratou de um elogio ao meu físico. Tratou-se de um simples comentário à minha estupidez.]

 

Dorsal na camisola, chip na sapatilha e... um tiro para o ar. Ainda mal a prova tinha começado e eu já estava emocionado, não só porque era a minha primeira corrida numa competição, mas também porque nunca tinha visto ninguém dar um tiro ao vivo. Na zona onde nasci, havia muita gente que dava tiros, mas, como na maioria dos casos os tiros resultavam em vítimas, eu nunca saía à rua para ver. 

[Tivesse sido alguém da zona onde eu nasci a dar o tiro e, neste momento, estaria a festejar o primeiro lugar...]

 

Ora bem, tiro para o ar e... mais de um centena de "estúpidos" a correrem atrás uns dos outros, num dia que devia ser de descanso e não de cansaço. Tudo começou com uma descida íngreme, que fazia com que muitos se sentissem uns verdadeiros campeões de corrida, como se fossem conseguir manter aquele ritmo de corrida até à meta. Com medo que a minha sina se voltasse a repetir, e porque eu sei que, com um chip, o que interessa é o tempo e não quem corta primeiro a meta, deixei-me ficar para trás. Pouco mais de um quilómetro à frente, surge a primeira subida e logo comecei a ultrapassar os mais inexperientes. Não ultrapassei muitos, é certo, mas ultrapassei os suficientes para fazer aumentar o meu ego e subir o meu ânimo. De seguida, uma descida com cerca de dois quilómetros de distância, uma descida vista com muitos bons olhos, pois toda a gente sabe que, a descer, todos os santos ajudam.

 

[Tendo em conta que eu não sou católico, acho que eles não me ajudaram muito, mas também não lhes culpo...] 

Lá em baixo, quase à beira-mar, um percurso plano de cerca de 650 metros que fez abrandar o ritmo de muitos participantes, inclusivé o meu. Não é que eu já não o soubesse, mas é sempre dificíl a transição de um passo de corrida numa descida para um passo de corrida em chão plano. Mas este não era o pior. O pior estava para vir: um percurso de 500 metros com vários níveis de subida, o pior deles com uma inclinação superior a 10%, de certeza. E foi nestes longos 500 metros que eu já só ansiava pelo fim da prova, independemente da minha classificação. O meu ritmo baixou, é certo, mas nunca cedi à pressão das pernas nem do coração, até o topo. Ao chegar lá em cima, cerca de 400 metros a descer, até à meta. Mal cortei a meta, olhei para o relógio e percebi logo que o meu principal objetivo havia sido alcançado: terminar a prova em menos de trinta minutos.

 

Hoje, de manhã, participei pela primeira vez numa prova de corrida. De acordo com a classificação geral masculina, fiquei em 86.º lugar, num total de 116 participantes, mas a verdade é que, se eu tivesse mudado de sexo antes da prova, teria ficado em 18.º lugar, na classificação geral feminina, num total de 57 participantes. Enfim, não consegui um lugar no pódio, mas consegui alcançar o meu principal objetivo: terminar a prova em menos de trinta minutos. Vinte e sete minutos e dois segundos foi o tempo que eu levei a fazer um percurso com pouco mais de cinco quilómetros. Objetivo alcançado, mas expetativas defraudadas: à chegada à meta, nem uma rulote com hambúrgueres e/ou farturas. Nunca mais participo em provas de corrida... 

 

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