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Sem Sentido

Um blogue sem sentido... de humor!

10
Set17

O Lobo Marinho, o Porto Santo... e EU!

Lobo Marinho.jpg

 

No passado fim de semana, fui ao Porto Santo. Fui no sábado, de manhã, e voltei logo na segunda-feira, à noite. Só não voltei no domingo porque sentia-me ainda muito cheio, por causa do jantar do dia anterior, e não queria pagar excesso de bagagem e/ou afundar o barco mal pusesse um pé dentro.

 

Enfim, já não ia ao Porto Santo há mais de seis anos, mas confesso que as saudades não eram muitas...

 

Porque é que eu lá fui?!

 

Porque fui convidado para uma festa de casamento, só isso. Só isso, como quem diz, pois aquela festa de casamento deve ter sido o melhor e o maior evento que aconteceu naquela ilha nos últimos anos. Haviam de ter visto a cara dos turistas...

 

[Para quem não foi ao casamento, mas gostaria de saber todos os pormenores sobre a festa de casamento, clique na hiperligação que se segue (a vermelho) e divirta-se como se tivesse lá ido: Festas de casamento?! Nenhuma como esta...]

 

Quanto ao Porto Santo, gostei tanto que até deixo aqui algumas sugestões de slogans para promover a ilha e o navio que lá chega todos os dias de verão, ambos abarrotados com centenas e milhares de turistas:

 

Porto Santo is (only) sand and (sometimes) beach weddings!

 

Lobo Marinho is not a cruise ship, not (only) because of his size, but (also) because of his crew!

  

Não perceberam?!

 

Continuem a ler este texto e logo perceberão...

 

E antes que pensem e/ou digam o contrário:

 

Sim, eu sou madeirense (e não "cubano", do continente), mas ao contrário dos milhares de madeirenses que adoram fazer a travessia marítima entre as ilhas da Madeira e do Porto Santo, todos os anos, naquele navio de "cruzeiro" que mexe com a adrenalina – e com o estômago também – de qualquer passageiro, eu não aprecio muito este destino turístico, não porque eu não goste muito de praia, mas porque o Porto Santo resume-se apenas e só a praia e... AREIA.

 

[Para quem não conhece o Porto Santo, até as montanhas são feitas de areia. E é por isso que não se vê praticamente nenhuma vegetação na ilha, a não ser no campo de golfe, mas só porque se gastou – e continua-se a gastar – milhões de euros por ano para construir e manter aquele manto verde.]

 

Tirando a praia e os "Jeep Safari" que vos levam pelos «trilhos mais recônditos» e às «paisagens inesquecíveis» do interior da ilha – que estão à vista de toda a gente –, pouco ou mais nada há para fazer, a não ser comer os famosos gelados do Porto Santo – as "lambecas" –, feitos e servidos pelo mesmo homem, sei lá, há mais de 100 anos?!...

 

[Isto, sim, é algo inédito e inesquecível e que, certamente, só haverá na ilha do Porto Santo e em mais lado nenhum. Não, não me refiro aos gelados, mas sim ao homem milionário que vende os gelados há mais de "100 anos", sem passar fatura, sempre com a mesma aparência e o mesmo ar carrancudo.]

 

[Nem sequer quero imaginar a cara dele se ele tivesse de passar fatura e pagar impostos...]

 

E foi exatamente por isso – por não ter mais nada que fazer – que eu publiquei o seguinte texto na página de Facebook deste blogue, ainda estava eu a desfrutar da pacatez do Porto Santo:

 

 

Para quem acha que no Porto Santo não se passa nada:

 

Eu, por exemplo, só cá estou há três dias e já me passei várias vezes: com a falta de restaurantes, com a ventania na praia, com o tamanho do (único) "supermercado" que há na ilha e com as pessoas que fazem férias lá dentro, com o tamanho da ilha, com a chave METÁLICA da porta do quarto do hotel (daquelas que é preciso meter no buraco da fechadura e dar a volta para se conseguir entrar no quarto, imaginem só), com a fila (única) para os (únicos) gelados que não se podem comprar no (único) supermercado que há na ilha e até mesmo com os donos do McDonald's, mas só porque não abriram nenhum cá. Aliás, ainda não tinha cá chegado e já me estava a passar no cruzeiro que fiz até cá...

 

Enfim, no Porto Santo, tudo se passa, menos o tempo. E é por isso que eu me vou embora já hoje!

 

Alguns dos comentários que se seguiram, feitos por pessoas que tinham ainda menos que fazer do que eu:

 

 

«É melhor mesmo ir embora...o Porto Santo é só para aqueles que têm bom gosto... Adeus»

 

«Tem muito bom remédio, ficava em casa!!!!»

 

«Já devia ter ido mas cedo»

 

Sim, estes foram os comentários de alguns madeirenses indignados com aquela publicação no Facebook. Só não foram (muitos) mais porque esta página ainda não tem muitos seguidores e/ou a maioria não tomou conhecimento da publicação, caso contrário, os comentários seriam bem piores, digo eu, não sei.

 

[Sinceramente, não percebi. Eu só estava a criticar o António Raminhos...]

 

Finalmente, estava eu prestes a abandonar a ilha, convencido de que mais nada me ia fazer passar, quando:

 

– Desculpe, mas não pode levar essa mal consigo. Tem de colocá-la no porão.

 

– Como assim?!... Eu vim com ela para cá na mão e já não posso levá-la para lá?

 

– Isso é responsabilidade de quem o deixou passar quando veio para cá. Para lá, não pode levá-la na mão.

 

– Oiça, mas está tudo o que é da bebé aí dentro: papa, fraldas, roupa,... Não dá mesmo para passar?

 

– Desculpe, mas são regras. Essa mala não cabe naquela caixa. Só se tirar alguma coisa de dentro e levar no carrinho da bebé?

 

– Oiça, mas se eu fizer isso, vou chegar a dentro do barco e colocar novamente dentro da mala. Qual é a diferença?

 

– Desculpe, mas são as regras.

 

(Depois de eu ter esvaziado a mala quase toda e ter colocado a roupa em cima da bebé)

 

– Veja agora se cabe.

 

– Ainda não cabe...

 

– Oiça, posso ir aí meter e tirar a mala?

 

– Sim, pode.

 

(Depois de eu ter metido e tirado a mala)

 

– Também tenho de meter a bebé dentro da caixa ou posso passar? É porque ela engana. Parece que é pequena, mas está enorme.

 

[Só para que conste: Toda esta conversa foi feita com um senhor de branco que estava na parte traseira do navio a mandar estacionar carros. Acho que era o comandante, não sei. E o que mais me indignou nisto tudo não foi a falta de sensibilidade para com toda esta situação e/ou o excesso de rigor para com as regras, mas, sim, ter visto – DENTRO DO NAVIO – pessoas que "passeavam" com trolleys do tamanho XXL, vindas da parte traseira do navio...]

 

Enfim, depois disto, e apenas como turista, resta-me apenas agradecer à Sociedade de Desenvolvimento do Porto Santo, à Câmara Municipal do Porto Santo, à Porto Santo Line e à equipa do Lobo Marinho pelo excelente trabalho que têm feito ao longo dos últimos anos e pela experiência inesquecível que me proporcionaram nestes três dias – que enriquece, agora, este blogue –, pois, sem vocês, o Porto Santo não seria o que é hoje, certamente!

 

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