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Sem Sentido

Um blogue sem sentido... de humor!

08
Set17

Festas de casamento?! Nenhuma como esta... – Parte 2/2

Festas de casamento.jpg

 

Depois de uma primeira parte com a descrição de todos os pormenores sobre a chegada dos convidados, a chegada do noivo, a chegada da noiva e a celebração do matrimónio – se ainda não a leram (ou já leram, mas já se esqueceram), cliquem na hiperligação acima, a vermelho, e (re)leiam-na antes de lerem o texto que se segue –, eis que chega a parte em que eu descrevo pormenorizadamente o copo-d'água, a abertura da pista e a dança dos noivos (e dos convidados), o lançamento do ramo, o retirar da liga, o corte do bolo, o lançamento dos balões e todas as peripécias imprevisíveis e inimagináveis desta memorável festa de casamento .

 

  •  O copo-d'água

 

Como as regras assim o determinam, e como não poderia deixar de ser neste casamento, o copo-d'água dividiu-se em duas partes: primeiro o cocktail, depois o jantar.

 

No cocktail, que é quando os convidados estão esfomeados e comem e bebem como se não houvesse jantar, as entradas foram bem diversificadas. Algumas eram tipicamente madeirenses, outras nem por isso, mas todas muito boas.

 

Lapas, bolo do caco e poncha foram algumas das entradas típicas da Madeira que estavam ao dispor dos convidados, mas essas eu deixei para os que vieram propositadamente do continente, pois eu não queria que deixassem de as provar. Aliás, por mais que a minha fome fosse muita, acho que nunca conseguiria esgotar com as lapas que lá existiam, tal era a quantidade. Mais parecia que elas se reproduziam dentro da banheira antes de irem parar à frigideira, como se aquele fosse o último desejo das lapas... e de alguns convidados também.

 

[Sim, eu vi convidados a comerem lapas como bichos insaciáveis. Alguns deles eram-me muito próximos e por isso não vou dizer mais nada...]

 

A minha entrada favorita?!

 

Tâmaras enroladas com bacon assado, acompanhadas por uma bebida com frutos vermelhos e algum álcool. Gostei tanto que logo esgotei com este acepipe...

 

– Desculpe, mas já não temos tâmaras enroladas com bacon...

 

– Não faz mal, ainda tenho uma na boca que estou a tentar engolir há mais de 10 minutos, mas está complicado...

 

E depois do cocktail, o jantar.

 

O jantar decorreu num espaço um pouco mais afastado do mar, mas ainda assim, num espaço amplo e bastante agradável.

 

Ao chegar, contei logo: 12 mesas redondas.

 

– Muito bem, um número dotado de fortes significados simbólicos: 12 horas, 12 meses, 12 mesas,... Os noivos pensaram em tudo... 

 

É verdade, queria confirmar se os noivos tinham pensado mesmo em tudo e, aparentemente, pensaram, pelo menos na minha ótica.

 

[Só para que conste: Eu pedi a minha esposa em casamento no dia 12, do mês 12, do ano 12, e, por isso, sei muito bem do que falo.]

 

E só pelo número de mesas vi logo que o jantar tinha tudo para ser perfeito: uma mesa para os noivos, onze mesas para os convidados e – A MINHA FAVORITA – uma mesa para a comida!

 

[Desculpa, amor. Eu sei que tu ficaste na mesma mesa que eu, mas sabes como é: comer é uma das coisas que eu mais aprecio e me dá mais prazer na vida, logo depois de sexo, claro, mas como deves concordar, eu não ia fazer sexo contigo ali, na mesa, à frente de toda a gente, só para eu estar agora a dizer que a mesa onde tu ficaste foi a minha mesa favorita. Espero que compreendas...]

 

E foi aquela mesa em formato de "L" – onde estavam os frios, os quentes e as SOBREMESAS – que me deixou mais redondo do que as mesas dos convidados.

 

– Eu queria repetir, mas não consigo...

 

[Não conseguia, mas só porque eu temia que fosse parar ao teto da tenda – como se, de repente, eu me tivesse transformado num daqueles balões de hélio que se vendem nos arraiais –, mal eu deixasse de me agarrar à mesa e/ou à cadeira onde estava sentado.]

 

Acreditem ou não, pouco tempo depois, estavam os noivos a dançar num palco com música ao vivo e danças sincronizadas. Os noivos e os convidados...

 

– Não comeram?!...

 

Tal como eu já disse, eu só não subi ao palco porque tinha medo de ir parar ao teto, desta vez, mal eu colocasse a minha filhota no ninho.

 

[Eu sempre me queixo do peso da minha filhota,  mas, neste caso, deu-me bastante jeito aqueles 9 quilos de peso nos meus braços.]

 

  • A abertura da pista e a dança dos noivos (e dos convidados)

 

Depois do espetáculo dos noivos (e dos convidados) no palco da tenda, o espetáculo dos noivos e de alguns convidados no lugar do cocktail.

 

É verdade. Voltamos ao lugar onde tudo começou, à beira-mar, mas desta vez só para beber e dançar.

 

E o espetáculo começou assim:

 

Primeiro, os noivos abriram a pista com danças sincronizadas ao som das músicas mais populares dos últimos anos, nomeadamente ao som e com a coreografia original da música "Thriller" de Michael Jackson. Quando digo «coreografia original» quero mesmo dizer «coreografia original», ou seja, dois noivos a dançarem feito zombies... É que não estão a ver: o noivo parecia mesmo o Michael Jackson a dançar, antes de ter sido colocado de molho num balde de lixívia.

 

[Palmas para o noivo... e para a noiva também, claro. Mas aqui, tiro o chapéu à imitação inigualável do noivo. Demais...]

 

E depois de os noivos se divertirem e, muito provavelmente, terem assutado alguns convidados, eis que (quase) todos juntam-se à dança: homens de um lado, com um animador, mulheres do outro, com uma animadora, e... CRÉÉÉUUU... CRÉÉÉUUU... CRÉÉÉUUU...

 

créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu créu...

[Eu não sei se sabem qual é a coreografia que se faz nesta parte, mas só para ficarem com uma ideia, o rabo dos convidados tremia mais do que uma colher de geleia na mão de um diabético durante um ataque de hipoglicémia.]


E eu?!

 

– Esperem lá, mas aquilo não é o meu sogro que ali está a dançar o "Créu", de rabo voltado para as raparigas, a tremer o rabo de uma forma demasiado exibicionista?! Mas que raio... Deve ter fumado bloom, só pode!

 

[Para quem não sabe e/ou já não se lembra, bloom é um fertilizante que chegou a ser moda na ilha da Madeira há poucos anos atrás, não para lhe dar o uso devido, mas para fumar, imaginem só. Conclusão: depois de inalarem o fumo, os fumadores de bloom ficavam loucos, corriam que nem malucos acabados de fugir de uma casa de saúde mental, atiravam-se contra tudo e contra todos e, pelos vistos, algo que eu só vim a descobrir agora, dançavam o "CRÉU".]

 

  • O lançamento do ramo

 

Pois bem, para o lançamento do ramo, e como é comum na maioria dos casamentos, foram chamadas todas as solteironas da festa, aquelas que normalmente se armam em esquisitas e dizem que não querem ir, mas que estão desejando de ficar com o ramo, nem que para isso seja preciso partir os dentes a quem tentar agarrá-lo.

 

No meio de todas as solteironas, destaque para uma vestida de azul que dizia ser vegetariana.

 

– Mas se ela não come carne, o que faz ela ali?!... O melhor mesmo é ir para um convento...

 

(entretanto, depois de ela se aproximar de mim)

 

– Ainda disse à noiva para atirar na direção da rapariga que está de vestida de azul, mas acho que ela não ouviu ou então fez de propósito. Deve ter pensado o mesmo que eu...

 

– Rapariga vestida de azul... Quem?

 

[Das duas, uma: ou a falta de carne faz mal à memória e afeta os sentidos dos vegetarianos, nomeadamente a visão, ou então ela já tinha exagerado na bebida e já nem sabia onde estava. Às tantas, era apenas daltónica...]

 

  • O retirar da liga

 

À semelhança do lançamento do ramo da noiva, também é muito comum nos casamentos – menos no meu – o noivo retirar a liga da perna da noiva com a boca, com a cabeça por baixo do vestido, para depois atirá-la a uma cambada de bêbados que querem agarrá-la, mas só quando a rapariga que agarrou o ramo é jeitosa.

 

[Dizem as regras que o homem que agarra a liga tem de dançar com a rapariga que agarrou o ramo. Se não forem comprometidos, devem amanhecer juntos na mesma cama. Se forem comprometidos, que não um com o outro, mas ainda assim decidirem dançar juntos nessa noite, ambos devem amanhecer na rua, sem dentes, vai-se lá saber porquê...]

 

Enfim, pouco ou nada há a dizer sobre este momento, a não ser que o noivo demorou mais tempo do que o habitual e que a noiva sorriu mais do que é normal. Deve ter sido só cócegas, deve.

 

  • O corte do bolo

 

Como eu estava mais atrás, perto da minha filhota e da minha esposa (uma já a dormir e a outra quase), não cheguei a ver propriamente o corte do bolo, mas brindei... uma, duas, três vezes. Brindei e comi: uma, duas, três fatias.

 

[Estou a brincar. Só comi duas fatias: a minha fatia e a da minha esposa, mas só porque ela não quis comer e eu não gosto de desperdiçar comida.]

  

  • O lançamento dos balões

 

E para terminar a noite em grande, o momento mais competitivo da noite: o lançamento dos balões com lamparinas.

 

Um balão por casal, para ver quem era o casal que conseguia lançar o primeiro balão em direção aos céus.

 

– O primeiro casal a conseguir é o mais bem-casado...

 

[Adivinhem quem disse...]

 

Conclusão: Depois de tantas estratégias e truques, e já depois de eu ter queimado um balão sozinho, lá conseguimos lançar o primeiro balão em direção aos céus, eu... e o meu CUNHADO!

 

[Sabia lá que a minha esposa ia querer ficar sentada e não ia querer mostrar que somos um casal muito bem-casado...]

 

A minha sorte foi eu não me ter lembrado de dizer:

 

– O primeiro casal a conseguir tem de dar um beijo, um no outro, com língua.

 

E pronto, saímos já passavam das 3 horas da manhã, mas ficaram ainda os noivos e... O MEU SOGRO A PULAR!

 

[Antes de sairmos, ainda reparei na chegada de um jornalista famoso cá da região, à paisana e com a sua família, não sei se apenas para beber à borla ou se para fazer uma reportagem sobre o melhor casamento de sempre. Só espero que os noivos tenham acordado com o hotel um pacote com "bar aberto"...]

 

Dito isto:

 

Noivos, sabem aquele envelope que eu vos entreguei com um postal a desejar-vos «muito sexo»?!

 

É favor imprimir e juntar toda esta descrição a esse postal, pois «tempo é dinheiro» e eu quis gastar parte do meu convosco.

 

Muitos parabéns e muitas felicidades!

 

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