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Sem Sentido

Um blogue sem sentido... de humor!

12
Nov17

Carnes que vêm dos animais?! Que nojo...

Animais comestíveis.jpg

 

Tenho um sobrinho que só ontem ficou a saber que a "carne-de-vaca" vem da vaca, a "carne-de-porco" vem do porco e que a "carne-de-galinha" vem da galinha. Ele tem sete anos e já está na segunda classe, vejam só.

 

[Eu só hifenizei as palavras para que seja mais fácil a leitura e a identificação das palavras, pois, na verdade, eu acho que ele pensava que as palavras se escreviam todas juntas, formando uma única palavra. Foi a única explicação plausível que eu encontrei para ele só agora ter percebido de onde vêm estas carnes.]

 

De onde é que ele pensava que vinham estas carnes que ele tanto come e adora?!

 

De sementes, tal como os cereais. 

 

«Pensava que eram como o arroz.»

 

[Eu não sei qual era a imagem que ele tinha na sua cabeça, mas, naquele exato momento, na minha, eu só imaginava uma vaca pendurada na ponta de uma espiga pronta a ser ceifada por alguém que levaria com o animal em cima e morreria esmagado antes de sequer a conseguir matar, quanto mais comê-la. E talvez fosse este o maior desejo dos vegetarianos e veganos que se multiplicam cada vez mais na nossa sociedade, mas, felizmente, Deus não pensou assim quando criou os animais, até porque, nessa altura, ainda não havia destas modas.]

 

Qual foi a carne do animal que mais confusão lhe fez?!

 

A carne de porco, pois claro, porque, para ele, para além do animal, «porco» significa algo que tem pouca higiene e apresenta muita sujidade, tipo as fraldas da minha filhota.

 

[Haviam de ver a cara dele quando eu lhe peço, de propósito, para ele colocar a fralda da minha filhota no lixo. É ele e um outro meu sobrinho. E a fralda vai fechada, imaginem se fosse aberta...]

 

«A "carne-de-porco" vem do porco?! Mas o porco é "porco"... Que nojo!»

 

E, naquele exato momento, eu já só pensei no quanto os pais dele ficariam chateados comigo e com a minha esposa se, de repente, ele não mais quisesse comer carne e se tornasse vegetariano (ou até mesmo vegano), tudo porque lhe tínhamos explicado coisas que nem na escola ele aprendia. Depois disto, escusado será dizer que eu já não lhe expliquei como é que se matam os animais, até porque eu próprio não sei como é que funcionam os matadouros hoje em dia e as imagens que eu guardo das minhas memórias de infância sobre a matança destes animais não são nada bonitas de se imaginarem, não pelo menos para uma criança de apenas 7 anos.

[Tendo em conta que os direitos dos animais cada vez mais se confundem com os direitos do Homem, deduzo que, atualmente, os animais já só morram em hospitais, abandonados pelos seus familiares e por falta de cuidados médicos.] 

 

E se estava eu muito precoupado com a reação dos pais do meu sobrinho relativamente a esta aula gratuita de "estudo do meio", eis que a mãe dele foi bem mais elucidativa na sua explicação quando soube que o seu filho não sabia de onde vinham as carnes:

 

– Então, filho, não sabias que as carnes vêm dos animais?! Por exemplo, a língua de vaca que tu tanto gostas é mesmo a língua da vaca, do animal.

 

E foi neste exato momento que até eu pensei em me tornar vegetariano, não porque eu não goste de língua de vaca – todos nós adoramos aquela que o meu sogro faz na panela, estufada –, mas porque nunca tinha pensado daquela forma.

 

[Sim, eu próprio fiquei a pensar se, tal como o meu sobrinho, eu não achava que as palavras «língua de vaca» se escreviam todas juntas, formando uma única palavra. E foi esta a única explicação "plausível" que eu encontrei para justificar a minha repugnância repentina a uma iguaria que eu tanto adoro.]

 

Depois disto, ontem não jantei, hoje fiz ovos estrelados para o almoço e, para o jantar, ainda não sei o que vou fazer...

 

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