Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Sem Sentido

Um blogue sem sentido... de humor!

08
Ago17

As coisas que os bebés aprendem com as mães... e que alguns pais não gostam!

Bebés.jpg

 

Depois de três semanas de férias intensivas e bem merecidas com a minha esposa e a minha filhota – as nossas primeiras férias, todos juntos –, eis que a minha esposa regressou ao trabalho e deixou-me em casa, sozinho, desempregado, com uma filhota de 10 meses para cuidar.

 

E antes que pense(m) e/ou escreva(m) «Dez meses?! Mas por onde é que ele/você andou nos primeiros 10 meses para só agora começar a cuidar da filha? Nos copos, a divertir-se com os amigos?!...», leia(m) o texto que se segue, até ao final, e deixe(m)-se de juízos de valor e preconceitos, como se fosse(m) a(s) melhor(es) pessoa(s) do mundo.

  

Na verdade, andei sempre por perto, muito perto até, a cuidar e/ou a ajudar a minha esposa, até mesmo naqueles meses em que, supostamente, só a mãe tem o direito à licença de parentalidade.

 

Atenção: Sempre por perto, mas só porque, assim que a minha filha nasceu, eu perdi o emprego que tinha a tempo inteiro e já só fiquei com um outro que tinha a tempo parcial (4 horas por semana). Uma sorte, foi o que foi.

 

Mas então, se eu já estou assim tão habituado a cuidar da minha filhota, o que é que tanto me preocupa agora que a minha esposa regressou ao trabalho?!

 

Na verdade, o que me preocupa não tem propriamente a ver com o regresso dela ao trabalho, mas sim com o regresso da minha/nossa filhota aos vícios e baboseiras da mamã, que foi a pessoa com quem ela passou mais tempo nestas últimas três semanas.

 

[Sim, é verdade. Quando eu disse «férias intensivas e bem merecidas», queria dizer «intensivas em descanso e bem merecidas por mim», não porque a minha esposa não merecesse descansar e/ou gozar três semanas de férias da melhor forma possível, mas porque há muito que eu ansiava por umas férias, livres de todo aquele trabalho que a minha querida filhota me tem dado, a toda a hora, para: mudar-lhe fraldas, dar-lhe banho, fazer-lhe o comer, dar-lhe o comer, limpar o que ela sujou, pegar-lhe ao colo, acordar durante a noite e ir para a sala readormecê-la, de preferência, sem acordar a minha esposa,... E não é que a minha esposa não me ajudasse sempre que saía do seu local de trabalho e vinha para casa, mas digamos que não era a mesma coisa, não pelo menos enquanto ela estava no local de trabalho.]

 

Mas, afinal, o que é que aconteceu nestas três últimas semanas para que eu ache que a minha esposa mimou demasiado a minha/nossa filhota?

 

Pois bem, tudo, quase tudo. Em apenas três semanas, foi-se todo um trabalho de meses pela água abaixo, um trabalho que previa dar frutos muito em breve, mas que, agora, só dá birras, choros, respingos de sopa e papa por toda a cozinha e água do banho derramada pelo chão do quarto que mais parece que, de repente, tenho uma inundação dentro de casa.

 

E antes que você(s) pense(m) e/ou escreva(m) «Não são mimos, mas sim aprendizagens que fazem parte do processo de desenvolvimento de qualquer bebé», leiam o que ela aprendeu com a mãe e logo diga(m)-me se tenho razão ou não.

 

No banho: Aprendeu a sentar-se repentinamente na banheira (Shantala), cheia de água, originando "pequenos" tsunamis capazes que fazerem flutuar os poucos móveis que ela tem no quarto, nomeadamente o guarda-roupa que está embutido na parede. Aprendeu, também, a bater com os pés na água quando lhe estamos a tirar da banheira, mas isso, quando muito, só resulta em pequenos respingos de água... até o teto.

 

A comer: Aprendeu a rodar a cabeça de um lado para o outro, como o carrossel (em miniatura) que ela tem no quarto, com a diferença de que ela roda a cabeça muito mais rápido do que o carrossel, sem parar, nem por um segundo, não pelo menos enquanto a papa/sopa não acaba e/ou não está toda respingada pelo chão, móveis e paredes BRANCAS da cozinha.

 

A brincar: Aprendeu a atirar e a espalhar pela sala todos os brinquedos que tem, porque sabe que há sempre alguém por perto que há de recolhê-los e voltar a colocá-los no tapete, onde ela está, para ela voltar a atirá-los de novo, vezes sem conta. E parar de repetir este processo vezes sem conta não é uma opção para o adulto que estiver por perto, caso contrário, nem algodão molhado nos ouvidos livrá-lo-à de uma otite severa, tal é o volume dos seus gritos.

 

E antes que insista(m) em pensar e/ou escrever «Sim, isso faz parte do processo de desenvolvimento de qualquer bebé e a mãe não tem culpa», fiquem sabendo que eu vi... Sim, eu vi a minha esposa a rir-se e a dar-lhe beijinhos sempre que a nossa filhota fazia algumas destas coisas, porque, segundo ela, «é sinal de inteligência».

 

Enfim, dito isto, só espero que os sinais de inteligência não sejam tão ostensivos quando ela for para a escola, pois a última coisa que eu quero é ser chamado ao gabinete do(a) diretor(a) da escola porque ela é sobredotada!

 

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

YouTube

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D