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Sem Sentido

Um blogue sem sentido... de humor!

08
Mar19

A violência (não é só) doméstica...

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Como é óbvio, não é nas esquadras nem nos tribunais que se combate a violência doméstica. A violência doméstica combate-se em casa e nas escolas. Quantos pais e/ou mães é que dizem aos seus filhos para baterem de volta sempre que algum colega lhes bater na escola? Conheço tantos... Em pequenos batem nos miúdos, em grandes batem nas mulheres. E é por esta e por outras que as mulheres não podem dizer que violência doméstica é uma questão de machismo. É uma questão de educação. Enfim, no meio disto tudo, só tenho pena que o dia de luto nacional tenha sido pelas vítimas de violência doméstica e não pela morte dos agressores. Aliás, não seria um dia de luto. Seria um dia de festa!

 

Numa semana em que se assinalou um dia de luto nacional pelas vítimas de violência doméstica pela primeira vez e se celebrou o Dia Internacional da Mulher pela enésima vez, novos casos de mulheres mortas por violência doméstica fizeram manchete nos jornais. Eu não sei ao certo qual o número de vítimas mortais por violência doméstica que já se atingiu só neste ano, mas também não me interessa saber. Nestes casos, as estatísticas não fazem justiça à relevância do problema, pois, ao falarmos de números, corremos o risco de nos preocuparmos mais com o cancro, porque morrem muito mais pessoas de cancro do que por violência doméstica. Na verdade, a violência doméstica é um cancro que teima em desaparecer da nossa sociedade e é por isso que se pedem medidas rápidas e eficazes no que diz respeito à sua prevenção e combate, sob pena de os dias de luto nacional se repetirem eternamente. 

 

Não basta um dia de luto pelas vítimas mortais de violência doméstica. É preciso espancar os agressores da mesma forma que eles espancam as mulheres que matam. Se assim fosse, aposto que muitos deles urinariam sobre as próprias calças só de pensarem no que lhes aconteceria sempre que agredissem fisicamente uma mulher ou quem quer que fosse. Eu sou contra o uso da violência física, seja por que motivo for, mas confesso que já não tenho paciência para facínoras, violadores e pedófilos.

 

[Antes que me acusem formalmente de incitamento ao ódio e à violência, quero deixar bem claro que os atos de espancamento que eu defendo não seriam praticados pela vítima e/ou pelos seus familiares, mas sim pelas autoridades competentes.]

 

Sim, sim, eu sei que «violência gera violência», mas não é para isso que existem polícias e exércitos num Estado de Direito, para fazerem do uso da violência uma forma de combate à mesma quando assim tem de ser? Deixemo-nos de hipocrisias e comecemos a pensar e a agir como deve ser. Homens que agridem e/ou matam mulheres da forma como o fazem, sem quaisquer escrúpulos, não podem continuar a ter o tratamento que têm tido até agora, ainda para mais em liberdade. Mas não são só os casos de violência doméstica que interessam. Todos os outros casos de violência também: violência nas escolas, violência na rua, violência em todo o lado. E o pior é que, na maioria dos casos, não são só os tribunais que defendem os agressores. As pessoas também. Experimentem chamar «palhaço» a alguém no trânsito e vão ver o que vos acontece. Frases como «é bem-feito para ele aprender a ofender as pessoas gratuitamente» ou «ele pôs-se a jeito» são o que mais vocês vão ouvir, depois de serem agredidos fisicamente.

 

[Estou a brincar. Não o façam...]

 

E eu pergunto (e respondo): Desde quando é que chamar nomes a alguém dá o direito a esse alguém agredir fisicamente outro alguém? Quando muito, dá o direito de o ofendido agredir verbalmente o ofendedor, mas não mais do que isto.

 

Em Portugal, o grande problema é que as pessoas têm o sangue à flor da pele – e a inteligência ao nível dos trogloditas – e fazem da violência a sua única arma de defesa, tal como no Paleolítico. E atenção que não só homens a terem este tipo de comportamento. As mulheres também. E mesmo quando não o têm, são muitas as vezes em que são as mulheres a incitarem o comportamento violento dos homens, desde pequenos. Ou vão me dizer que não conhecem mulheres que, no papel de mãe, dizem aos seus filhos para baterem de volta sempre que algum colega lhes bater na escola? E é exatamente aqui que eu queria chegar. A violência é algo que se ensina, principalmente quando não se sabe ensinar.

 

Como é óbvio, não é nas esquadras nem nos tribunais que se combate a violência doméstica. A violência doméstica combate-se em casa e nas escolas. Quantos pais e/ou mães é que dizem aos seus filhos para baterem de volta sempre que algum colega lhes bater na escola? Conheço tantos... Em pequenos batem nos miúdos, em grandes batem nas mulheres. E é por esta e por outras que as mulheres não podem dizer que violência doméstica é uma questão de machismo. É uma questão de educação. Enfim, no meio disto tudo, só tenho pena que o dia de luto nacional tenha sido pelas vítimas de violência doméstica e não pela morte dos agressores. Aliás, não seria um dia de luto. Seria um dia de festa!

 

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