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Sem Sentido

Um blogue sem sentido... de humor!

24
Mar20

A pandemia, a crise económica e o Governo

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Sinceramente, acho que ainda ninguém percebeu o que aí vem, nem o governo nem os demais agentes económicos. Esta é a única explicação que eu encontro para as medidas anunciadas pelo Governo e para a passividade da população em geral. Eu sei que, neste momento, a grande prioridade é a saúde pública e o combate à propagação do novo coronavírus, mas é preciso não esquecer que sobreviver a esta pandemia não é uma garantia absoluta de que consigamos sobreviver à crise económica que aí vem...

 

Neste momento, acho que toda a gente já percebeu que todos vamos ser infetados com o novo coronavírus. Será inevitável. O vírus veio para ficar. A questão é quanto tempo levará até que fiquemos todos infetados e, mais importante do que isso, quanto tempo levará até que inventem uma vacina eficaz no combate a este vírus. E é por isso que é imperativo que fiquemos em casa o máximo de tempo possível e tomemos todas as precauções quando tivermos de ir à rua, para que consigamos prolongar e adiar ao máximo o tempo de propagação e de contaminação deste vírus e dar tempo aos cientistas de criar uma vacina que salve as pessoas mais vulneráveis: os nossos pais e os nossos avós. Não obstante, sobreviver a esta pandemia não é uma garantia absoluta de que vamos sobreviver ao que aí vem: uma depressão económica profunda. Se nada se fizer, o mais provável é que a depressão económica provoque mais vítimas mortais do que a própria pandemia. E é por isso que urge tomar medidas sérias, muitas delas da competência do Governo.

 

Diferimento do pagamento de impostos e contribuições por parte das empresas?!... Aplicação de moratórias no crédito à habitação?!...

 

Isto não são medidas. Isto é uma antecipação de factos. Com diferimento ou sem diferimento dos prazos de pagamento, a verdade é que tanto as empresas como as famílias não vão ter dinheiro para pagar o que quer que seja: as empresas não vão ter dinheiro para pagar as contribuições ao Estado porque estão fechadas, e as famílias não vão ter dinheiro para pagar as suas prestações ao banco porque estão em casa sem trabalhar e, muito em breve, sem receber... Eu acabei de constatar que já recebi o meu salário deste mês, mas desconfio muito que volte a receber o salário por inteiro no próximo mês, independentemente de eu estar em teletrabalho ou não.  E quem me paga é o Estado.

 

Uma medida séria seria, por exemplo, o Governo dizer abertamente às empresas, trabalhadores e população em geral que, neste período de quarentena, que não se sabe quanto tempo vai demorar, ninguém teria de pagar nada a ninguém e que teríamos de nos perdoar uns aos outros, não os nossos pecados, mas as nossas dívidas. Neste período de "lay-off", o Estado teria de perdoar às empresas o pagamento de impostos e contribuições, os bancos perdoarem às famílias o pagamento das prestações vencidas e os trabalhadores perdoarem às empresas a falta de pagamento dos seus salários. Só assim poderíamos recomeçar a nossa vida e, aos poucos, recuperar aquilo que todos vamos perder... Sim, eu sei que isto seriam medidas aparentemente tresloucadas, mas a situação atual não é para menos. E acredito verdadeiramente que, se assim não for, tudo vai correr muito mal... muito pior do que se assim tivesse sido.

 

[Para quem prefere ouvir e ver a ler, há um vídeo no YouTube que explica muito bem a minha visão sobre a crise económica que se aproxima, com recurso a um gráfico bastante simples. Para assistir ao vídeo, só tem de clicar na hiperligação que se segue, a vermelho, e ter a paciência de ouvir uma "curta-metragem" sobre teoria económica: CLIQUE AQUI]

 

Sinceramente, acho que ainda ninguém percebeu o que aí vem, nem o governo nem os demais agentes económicos. Esta é a única explicação que eu encontro para as medidas anunciadas pelo Governo e para a passividade da população em geral. Eu sei que, neste momento, a grande preocupação é a luta contra o novo coronavírus, mas é preciso não esquecer que sobreviver a esta pandemia não é uma garantia absoluta de que consigamos sobreviver à crise económica que aí vem...

 

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