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Sem Sentido

Um blogue sem sentido... de humor!

12
Jun18

A minha esposa deu à luz... outra vez!

Partos.jpg

 

Para quem segue a página de Facebook deste blogue e/ou a página de Facebook da minha cunhada, o título não é nenhuma novidade, mas para quem não segue, esta é uma novidade em primeira mão: a minha esposa deu à luz outra vez, mas desta vez um menino.

 

Na altura do nascimento da minha filhota, eu não escrevi sobre como é viver um parto de perto e, por isso, vou tentar descrever da melhor forma possível aquilo que eu presenciei neste dia tão especial. Espero que gostem da descrição e que se sintam motivados para contribuir para a natalidade.

 

Foi no passado dia 10 de junho, Dia de Camões, que o meu filhote mais novo nasceu. Felizmente, a minha esposa não se apercebeu de que era feriado, caso contrário, ia ser mais ou menos assim:

 

– Amor, ele não vai nascer sem um olho, pois não?

 

– Não, amor, claro que não. Mas se nascer, em vez de Sebastião, registo Camões!

 

Na verdade, o bebé não só nasceu com dois olhos, ambos bem abertos, como nasceu perfeito e lindo como o pai (e como a mãe também, claro).

 

[Só para terem a noção do quanto a minha esposa é supersticiosa: Antes do nascimento da minha filhota, ela sonhou que a bebé tinha nascido com 7 dedos em cada mão e passou vários dias antes do parto preocupada com a hipótese daquilo acontecer só porque tinha sonhado com aquilo. E nem mesmo quando a irmã dela lhe disse – e com toda a razão – que mais valia nascer com dois dedos a mais do que com dois dedos a menos se ela se acalmou. Aliás, ou muito me engano ou só piorou.]

 

Quanto ao momento do parto, foi bem mais fácil do que o primeiro. Desta vez, ela só teve de fazer força duas vezes para o bebé sair. Aliás, segundo a enfermeira, se ela espirrasse, o bebé saía disparado. Como ela não espirrou, foi mais ou menos assim:

 

– Faça força como se fosse fazer um cocó.

 

[Como é que se explica a uma enfermeira que esta não é a melhor frase para os pais ouvirem quando o seu filho está prestes a nascer?!  É que já da primeira vez, esta foi a frase que eu mais ouvi na sala de partos…]

 

Enfim, mais constrangedor do que comparar o meu filho a um “cocó”, só mesmo assistir a um cenário de quatro pessoas a olharem para a vagina da minha esposa, com o médico a dizer:

 

– Eh, que maravilha...

 

Atenção: Não é que eu não ache que a vagina da minha esposa seja uma maravilha e/ou que faça maravilhas, mas não me parece que aquele momento seja o mais oportuno para fazer este tipo de observações.

 

E quando nasce, aquele momento em que os pais devem deixar cair uma lágrima de emoção: a mãe porque finalmente vai poder comer um bife do lombo mal passado, o pai porque tudo vai voltar a se repetir… E porque uma imagem vale mais do que mil palavras, fiquem com a descrição da imagem mais linda do parto: um bebé, todo ensanguentado, com um cordão esverdeado prestes a ser cortado...

 

E depois do parto, já na enfermaria, a pergunta da praxe, claro:

 

– Então, para quando é o próximo?

 

Eh, pá, ela acabou de parir... Desculpem o termo, mas é mesmo assim, para sensibilizar as pessoas, até porque este é o termo mais correto. Tanta coisa para falar e/ou perguntar, mas não: queremos é que a mulher pense na sensação de parir novamente, quando acabou de parir há poucas horas atrás. Mas mais impressionante do que a pergunta, só mesmo a resposta da minha esposa:

 

– Gostava de ter quatro filhos.

 

Pronto, estou lixado. Já não bastava ela me estar sempre a dizer aquilo a toda a hora e instante, agora também tem de dizer a toda a gente. Aposto que é para ter testemunhas quando eu disser que não me lembro de ela ter dito que queria ter quatro filhos. 

 

Como se não bastasse a pergunta e a resposta, quis o destino que ela dividisse o quarto do hospital com uma outra grávida que tinha acabado de ter o seu quarto filho. E não era a única. As duas amigas que lá iam a visitar todos os dias também tinham quatro filhos cada uma.

 

[A ser aprovada a proposta de Rui Rio de 10 mil euros por filho, só naquela sala, contavam-se 120 mil euros, sem contar com a minha esposa.]

 

E quando o tema de conversa era “laqueação”:

 

– Oh, rapariga, tu tens de ser “laqueada”. Tu não me tragas mais filhos ao mundo.

 

– Nem pensar. Eu não quero ser “laqueada”.

 

– Olha, eu cá fui “laqueada”, mas – o senhor que me desculpe a linguagem – tesão não me falta. Ando mais "entesoada" do que nunca.

 

[Sim, as mulheres eram de Câmara de Lobos e o recurso ao calão era muito frequente…]

 

E depois das primeiras visitas, o momento de registar o nome do bebé: Sebastião Maria.

 

É verdade, a irmã é Maria Pia e o irmão é Sebastião Maria. 

 

Porquê «Maria»?! Porque, daqui a uns anos, quando eu chamar Maria, quero que venham os dois para a mesa sem eu ter de me cansar a chamar dois nomes. Quanto a eles, ou muito me engano, ou vai ser mais ou menos assim:


– Maria Pia, és Sanitana ou Roca?


– E tu, Sebastião Maria, és menino ou menina?


[Sinceramente, estou ansioso por saber qual dos dois é que será mais perspicaz...]

 

E se pensava eu que a escriturária da Conservatória ia levantar alguma questão que pusesse em causa o nome do meu filhote, eis que não:

 

– Vou lhe fazer algumas perguntas para as estatísticas nacionais, pode ser?

 

– Sim, claro.

 

– Qual é a data do seu casamento?

 

É impressão minha ou ela estava mais preocupada com o meu casamento do que com o registo do nome do meu filhote?!... Ou muito me engano ou a resposta a esta pergunta não era para as estatísticas nacionais, mas sim para dar conhecimento à minha esposa. O que vale é que eu respondi acertadamente.

 

E depois de dois dias intensos no hospital, eis que chega o momento mais esperado: a saída do hospital e a chegada a casa do novo membro da família.

 

E agora que o meu filhote recém-nascido chegou a casa, sinto que o meu maior desafio nos próximos dias vai ser conseguir fazer entender à minha filhota de 20 meses que o irmão não é um Nenuco e que os bracinhos e as perninhas dele não são de encaixar e desencaixar...

 

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