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Sem Sentido

Um blogue sem sentido... de humor!

14
Set17

A (HIPER)sensibilidade dos pais... (hiper)sensibiliza-me!

Regresso às aulas.jpg

 

Se há algo que para mim é notório e incontestável nos dias que correm é a (hiper)sensibilidade que os pais demonstram para com as necessidades dos seus filhos, desde o momento em que os trazem ao mundo – vai-se lá saber porquê – até quando eles assim o quiserem e bem entenderem – eles, os pais e os filhos, claro.

 

Desde cedo, os pais preocupam-se em dar aos seus filhos a melhor chucha, a melhor fralda, a melhor roupa, o melhor calçado, os melhores brinquedos e, já numa fase mais crescida, a melhor educação. A melhor educação que, obviamente, não é, nem nunca será, em casa, mas sim numa escola privada. De preferência, e se possível, na escola privada mais cara, porque é certamente na mais cara que estão as pessoas mais bem formadas para oferecerem a melhor formação e educação aos seus filhos.

 

[Se, por motivos financeiros, não lhe for possível colocar o seu filho numa escola privada, faça como os outros: vá para a rua contestar as medidas do Governo e reivindicar mais subsídios estatais para as escolas privadas.]

 

E é sobretudo nas escolas privadas – e no regresso às aulas – que eu vejo até onde vai a (HIPER)sensibilidade dos pais: vai até o portão da escola, imaginem só.

 

Como é que eu sei que já começou o novo ano letivo?!

 

Quando vejo uma fila interminável de carros que vai dar à entrada de uma qualquer escola. E nem que estejam a apenas 5 metros da entrada da escola, os papás não deixam os seus queridos filhos abandonarem o carro sem que o mesmo esteja parado, literalmente, em frente ao portão da escola, não vão eles serem atropelados no passeio por peões que se deslocam em excesso de velocidade.

 

«Papá, vens buscar-me para almoçar?! Eu não gosto da comida da escola...» – "transcrevo", sem ouvir, mas quase de certeza sem falhar.

 

Enfim, melhor do que todo este cenário excitante, que se repete todos os dias, de segunda a sexta, durante todo o ano letivo, logo pela manhã, só mesmo o cenário (ainda mais excitante) que se repete todos os dias, de segunda a sexta, durante todo o ano letivo, mas ao final da tarde, numa das escolas mais frequentadas da zona onde eu resido atualmente:

 

Papás e/ou mamãs à espera dos seus queridos filhos, mas desta vez com o carro parado em cima do passeio, em fila indiana, até o portão da escola, a dificultarem o mais possível a circulação de peões e veículos numa estrada de sentido único onde mal cabe uma viatura, quanto mais duas, uma ao lado da outra.

 

«Olá, bebé. Então, como foi o teu primeiro dia de escola? Conta tudo à mamã, enquanto a mamã arruma todas as tuas coisas dentro do carro... COM TODA A CALMA DO MUNDO!»

 

E é no meio destes dois cenários que eu me relembro de todo o cenário que marcou a minha infância: eu a ir a pé para a escola primária, numa estrada sem passeio, com carros e autocarros a passarem mesmo ao meu lado (sem nenhum parar para me dar boleia), naquele longo percurso de mil metros que eu fazia em pouco mais de 5 minutos. Enfim, uma autência ultamaratona aos olhos dos pais que levam os seus filhos de carro até o portão da escola, como se os seus filhos não precisassem de fazer exercício físico e/ou de perder peso. E nem mesmo que algum carro parasse para me dar boleia se eu entraria, pois tinha a certeza de que os meus pais iam tomar logo conhecimento e não me livraria de uma valente tareia. Aliás, era isso e ser atropelado: Nem pensar!

 

[Os meus pais eram muito maus, não eram?!...]

 

E antes que o digam:

Sim, eu sei. O mundo de hoje é totalmente diferente do mundo da minha infância e deixar uma criança andar sozinha na rua constitui uma ameaça bem mais real e perigosa do que antigamente. Aliás, ou muito me engano, ou um pai que deixe o seu filho ir sozinho para a escola nos dias de hoje corre o sério risco de ser denunciado por alguém à Segurança Social e de lhe ser retirado o filho por comportamento parental irresponsável.

 

E se me vão dizer que nem todos os pais são assim, pois então denunciem todos aqueles que não o são e que querem educar os seus filhos à maneira antiga. 

 

Dito isto, o que eu gostava mesmo era de ter nascido no mundo de hoje, com um táblete numa mão e um telemóvel na outra – ambos com acesso à Internet – para pesquisar no Google "meninas sem cuecas" e ver e/ou aprender aos 6, 7 anos aquilo que, no meu tempo, só se via e/ou aprendia na adolescência!

 

Já agora, sobre os tábletes e a sua imprescindibilidade na educação das crianças, leia(m) o texto que se segue e aprenda(m) a (re)educar o(s) seu(s) filho(s) da melhor forma possível: Se te portas mal,... ofereço-te um "tablet"!

 

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